O exercício criativo de viver

Os maiores criativos nessa arte talvez não sejamos nós. Mas deveríamos ser. Ou, ao menos, poderíamos tentar aprender e aplicar toda essa incandescência criativa no viver, lembrando: para esse job não há prazo final. Bem… pelo menos, ele não é pra ontem ;-)

Fazer as coisas de forma diferente, inverter a ordem de importância que nós mesmos pré-estabelecemos para elas, olhar para o próprio umbigo de forma inusitada e ter coragem para descobrir, seja lá a que altura da vida, que há um jeito melhor de viver! Não importa se aos quarenta e quatro do segundo tempo, mas em algum tempo. Não estava no briefing mas está aí: pronto para ser criado por você. E olha que tesão de job. Ele pode valer por uma semana e, justamente nessa semana, você pode plantar a árvore que estava faltando. Mesmo que seja uma bananeira!

Mas que esse exercício criativo seja o mais importante da sua vida e que não fique apenas no discurso. Que faça parte dele aprofundar o olhar sobre si mesmo e sobre os outros. As pequenas loucuras e as grandes caretices: reinventadas. Cama, mesa & banho: não necessariamente nessa ordem (e que do banho façam parte todos os tipos: dos de chuva na praia aos de loja na cidade). E que depois de muito exercício criativo possamos, aí sim, escavar da vida real a grande inspiração.

Beijos,
Samara Sieber

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Um showcase diferente

Há algumas semanas comecei uma pesquisa por sites governamentais de todo o mundo, buscando referências que poderíamos adaptar em um portal que está em desenvolvimento aqui na ADAG Interativa. E posso dizer que foi uma experiência muito interessante. Passei por obras magníficas de acessibilidade e usabilidade, ótimos exemplos que provam que um site governamental não precisa ser feio.

O mais incrível é que, apesar de feios ou bonitos, mal construídos ou não, todos identificam seu país da melhor forma possível, seja por cores, símbolos e até a usabilidade dos sites.

O melhor exemplo é o site da Casa Branca:

casabranca

http://www.whitehouse.gov

Governo Russo:
Russia

http://www.gov.ru/index.html

O site do Governo Argentino:

Argentina

http://www.argentina.gov.ar

Governo Chinês – Sem dúvida um dos melhores e mais completos, além de ser, também, um site de notícias.

China

http://www.china.org.cn

Outros sites:

http://www.chinhphu.vn
http://www.president.gov.af
http://india.gov.in
http://www.cabinet.iq
http://en.government.kz

Diego Carneiro
ADAG Interativa

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London, London

London, London

Londres é uma das cidades consideradas de alta relevância na indústria da moda, seja do ponto de vista de tendências do vestuário, vitrines ou visual merchandising. A experiência de quatro dias em Londres foi de extrema importância como fonte de referências, pesquisa de material e equipamentos de loja para a equipe da ADAG. Esse tipo de relacionamento com o cliente, na busca de aproximação e conhecimento a fundo do mercado, é um estímulo à novas ideias alinhadas à necessidade do cliente de estar adequado ao que está em voga.

Pode-se constatar, por exemplo, a paleta de cores do Outono-Inverno londrino 2009, que tem forte influência flúor. As vitrines estavam bem trabalhadas com a intenção de atrair as pessoas para dentro das lojas. A decoração interna era organizada com pouco material de comunicação de ponto de venda e o foco era um visual merchanding bem organizado, com equipamentos que valorizavam o produto exposto.

Londres tem uma mistura de cultura e raças: espanhóis, portugueses, muitos indianos, italianos e lógico,brasileiros. A mistura étnico-cultural é percebida claramente nos looks descontraídos e diferentes que encontramos nas ruas. Lenços, brilhos, gorros de tricot, cachecóis e muito make. Detalhe: todo esse glamour durante o dia. Isso nos fez perceber como os brasileiros ousam bem menos na hora de se vestir.

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Projeto Urban Cursor

Entre os dias 23 e 27 de setembro, em Figueres (cidade onde está o museu maravilhoso de Salvador Dali), na Catalunya, o designer Sebastien Campion realizou o projeto Urban Cursor.

A intervenção aconteceu durante o Festival Cultural Ingravid de cultura contemporânea e permitiu que, através de um dispositivo GPS instalado em cursores gigantes, fossem transmitidas coordenadas geográficas para o website do projeto. No site, as coordenadas eram mapeadas no google maps, documentando os movimentos dos cursores no mundo real e mostrando no mundo virtual todos os movimentos da “setona”.

Bem legal!

http://www.festivalingravid.com/
http://urbancursor.com/
http://www.campion.nu/

Juliana Machado
ADAG Inside

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Uma Mensagem

Sou uma pessoa muito ligada à paternidade, apesar de ainda não ter filhos. Descendo de homens de grande valor, com histórias trágicas e de luta pela sobrevivência. Em outra oportunidade, falo de minha admiração pelo matriarcado, mas hoje gostaria de lembrar a figura do pai.

Tenho uma passagem que marcou minha história e de meu grande amigo, André Inserra, de forma indelével. Nos nossos 30 e poucos anos, passamos por um momento de grande tristeza, quando do falecimento do pai dele. O André fazia seu mestrado em Estocolmo e não chegaria a tempo para o enterro e, como seu amigo, fiz as vezes e enterrei seu pai. Ao buscá-lo no aeroporto, choramos juntos, e nossa amizade, que era absoluta, virou ainda mais absoluta e fraterna.

Mais uma vez, a vida marca em minha alma uma passagem, se não semelhante na forma, posso afirmar que é igual no conteúdo. Talvez o meu grande amigo Celso não saiba de toda a admiração que nutria pelo pai dele. Cheguei, em um momento de minha vida, a desejar que seu pai também fosse o meu.

Algumas horas antes de minha partida para a Croácia, recebi uma mensagem da Bárbara anunciando o falecimento do Pira. Em seguida, um telefonema da Mara e, como reação natural, cogitei em cancelar a viagem. Ligo para o Celso e esse, com uma voz tranquila e segura, mas impregnada de tristeza, me anima e me lembra que a vida continua.

Na abertura da Summit e ao final de minha explanação, anuncio o falecimento do Pira como única notícia triste que trazia do Brasil. A maioria das pessoas presentes nunca havia ouvido falar do Pira, nem de sua história e importância na propaganda brasileira e, portanto, mundial. Mas fui surpreendido durante o jantar de gala, quando o CEO da Columbus e Presidente fundador da Horizon de Nova Iorque, Bil Koengberg, toma a palavra e convida todos os participantes a levantar um brinde em homenagem ao Pira. Senti naquele momento que, mais uma vez, a amizade absoluta de um amigo se transformava em fraterna.

Rod

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Regando Ideias

Vou contar um ”causo” que serve como lição.

Certa vez um executivo de contas distraído, de uma conceituada revista, apresentou uma proposta “indecorosa” para um Mídia que também era distraído.

A revista ia fazer uma matéria sobre PIANO e ofereceu a oportunidade de veicular um anúncio de um fabricante de PIANO colado à referida matéria, com um custo compensador.

O Mídia apresentou prontamente a proposta de oportunidade para o cliente que, por sua vez, autorizou a publicação do anúncio sem pestanejar.

A criação fez um belo layout, com um PIANO DE CAUDA BRANCO sobre um fundo preto, lindo!

Tudo seguiu como planejado e, na semana seguinte, o Mídia recebeu em primeira mão o exemplar da revista com a seguinte matéria de capa: “PIANO, COMO SE LIVRAR DESSE ELEFANTE BRANCO”. E juntamente com a matéria, o lindo anúncio de PIANO.

Esse é um exemplo fatídico de uma estratégia que utiliza as oportunidades de pauta apresentadas pelos veículos como recurso para destacar um anúncio do lugar-comum, que porém requer cuidados especiais, principalmente saber em profundidade o conteúdo do que será apresentado. Outra estratégia muito utilizada com essa finalidade é a que usa as características específicas dos meios impressos, como as colunas de jornal, lombadas, grampos de uma revista, etc. Selecionei dois exemplos interessantes, que servem como inspiração.

Johnson&Johnson no meio da revista
Para demonstrar o alcance do fio dental em partes de difícil acesso, a Johnson&Johnson inseriu a mensagem do anúncio bem no meio da página da revista e desafiou o leitor com o título: “Tente ler o que está escrito no meio da página”.

Hammerite nos grampos da revista
A Hammerite veiculou um anúncio em que a idéia era mostrar que o produto antiferrugem da marca impedia que a corrosão atacasse qualquer metal. Usando os grampos da revista com efeito enferrujado, o anúncio todo branco mostrava apenas uma lata do produto e o título “Onde tem ferro, a ferrugem pode aparecer”.
Recentemente, a ADAG criou um anúncio com essas características, mas como ele ainda não foi veiculado, não poderei postar neste momento.

Marcos Martins
Diretor de Mídia

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Intimidade com a vida

Você já parou pra pensar nas relações e na qualidade do relacionamento entre as pessoas, fantasias, projeções, marcas, objetos, sonhos? O mundo da comunicação tem tudo a ver com isso o TEMPO TODO – para o bem e para o mal. Por isso, é fundamental que estejamos atentos, que não percamos de vista o que, de fato, é importante.

Que relações são essas que se desenvolvem por meio de skypes e redes sociais? Quem são as pessoas com as quais nos relacionamos ou com as quais achamos que nos relacionamos? Quanto de nós se relaciona ali, assim, à meia-luz de uma tela de computador? Melhor – e isso sim: que tipo de relacionamento é esse? Também fico me perguntando: quanto de valores importantes são as marcas que trazem para as vidas dos nossos filhos? Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que não temos tempo para as coisas simples, as pequenas descobertas, as pessoas verdadeiras? Que falsa intimidade é essa que criamos com a vida?

Se o que se leva da vida é a vida que se leva, que os relacionamentos sejam verdadeiros e duradouros. Isso inclui analisar, estudar e entender até o que parece sobreviver da superficialidade e da efemeridade. Aonde essas relações levam? Quem são os seres humanos que elas constróem? Porque vamos ter que aprender a responder a essas perguntas. Com intuição, sensibilidade e, na medida do possível, verdade. Não basta dizer que as relações olho no olho são melhores, que o modelo anterior era mais profundo: isso talvez, por incrível que pareça, ainda seja pouco.

Há que se aprender com tantas mudanças: respeitá-las, entendê-las e questioná-las. Elas, querendo ou não, fazem parte da vida. É o que temos pra hoje. E cada um de nós tem uma vida inteira para descobrir que ela, a vida, ela sim, é curta demais para ser pequena.

Beijos existenciais,

Samara Sieber

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Sim, eu faria tudo outra vez

chamada_blog_adagAlguns repórteres constantemente fazem a pergunta: Você faria tudo de novo? Nesses 40 anos de vida da ADAG, devo dizer com toda franqueza, Faria. Olhando para o retrovisor por cima do ombro, esse aparentemente longo período, passa como se fosse um filme e com extrema rapidez.

Nem todas as cenas são alegres, não que a maioria seja triste.

Há um misto de felicidade e de decepções, com uma constante presente em todos os momentos: a garra, a determinação, a luta de quem não admite ir à lona senão para levantar e começar a lutar de novo.

Poucas empresas, aqui e fora do Brasil, têm o mérito de emplacar seu quadragésimo aniversário. Em nosso setor, então, podemos contar nos dedos.

O que todas têm em comum é essa vontade de vencer, essa combatividade que as leva a enfrentar a tudo e a todos. Em síntese, elas são valentes. A valentia da ADAG entra agora em uma nova prova. A mudança que ocorre a cada minuto nos meios de comunicação, trazendo a tecnologia tão passageira quanto as nuvens, pois tão logo surge é superada por outra ainda mais sofisticada.

O curioso, e a ADAG disso tem se apercebido, é que o consumidor, alvo de todo nosso trabalho e atenção,tem mudado muito pouco, com exceção do seu bolso.

Conforme as novas tecnologias são lançadas e aprimoradas e, portando ficam mais baratas, aumenta o número de pessoas aptas a comprá-las. Foi assim que um dia, lendo os jornais, lá estava um anúncio das Casas Bahia oferecendo celulares. Há um ano, mais ou menos, já os produtos eram PCs e NoteBooks. Pensei cá comigo, esses agora viraram eletrodomésticos na mesma classe das geladeiras e televisores. Por falar em televisores, a passagem de tela plana para plasma e LCDs foi vertiginosa.

Bem pessoal, para terminar volto a dizer “Sim, faria tudo de novo, mas faria um pouco diferente”.

É a receita que o Celso Piratininga Jr. tem no bolso para aplicar nas próximas décadas.

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Festival Peixe Grande

Nosso site novo está concorrendo a um prêmio no Festival Peixe Grande, que tem como objetivo premiar os melhores projetos desenvolvidos no pais, visando destacar anualmente no mercado as maiores agências, profissionais e blogs brasileiros.

Mas para ganharmos precisamos do seu voto até o dia 28 de outubro.

Para votar é bem fácil, basta clicar no link abaixo e seguir as instruções:

http://www.peixegrande.com.br/voto/votar.asp?key=554073405B08044E4B44090D41484303065943440AFAD6C685820851EF4C949F35F21D

Observação: um e-mail de confirmação chegará para você e é necessário clicar nele para validar o voto.

A premiação rola 1 mês depois.

Contamos com vocês.

Beijos à todos.

Laura Visconti – RTVC & ART BUYER

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Adag, minha porta de entrada na propaganda

Início dos anos 70. Uma amiga – que depois virou namorada, me convidou pro niver de uma amiga dela. Agora tou confuso quem fazia aniversário, não lembro se Dulce ou Patricia, acho que era Dulce. Festa família, na casa da aniversariante, bolo e salgadinhos de mãe.

Eu, por volta dos quinze, sem muita intimidade nem com os convidados nem com o wiskie, peguei uma coca e fiquei perambulando pela sala. Até que dei de cara com uma estante cheeeiiiinha de livros sobre propaganda. O paraíso.

Eu, por volta dos quinze, começando a pensar o que fazer na vida, mas já com uma inclinação para a propaganda, entortei meu pescoço pra esquerda, pra direita (não sei porquê os nomes na lombada dos livros não são escritos todos para o mesmo lado) e fui lendo os títulos um por um. Primeiro na prateleira de baixo e depois subindo, da esquerda pra direita. Quando já estava em pé senti uma baforada de cachimbo na minha nuca e uma voz grave dizendo: “pelo jeito você gosta de propaganda.”

Quando me virei dei de cara com ele. Luis Celso de Piratininga. Alto, imponente, cachimbo no canto da boca, copo de wiskie na mão. Só consegui balbuciar “desculpe, tava só olhando”. “Não, não – continuou ele – perguntei se você gosta de propaganda.”

Bem, pra encurtar a história, passei quase toda a festa tomando wiskie com bastante água, e falando sobre propaganda com o Pira. Saí de lá com um convite para visitá-lo e conhecer a Adag, primeira agência onde pus meus pés.

Corta pra meados dos anos 80. Eu, já formado em Publicidade e Propaganda, já redator, fui chamado pelo Geraldo, então diretor de criação da Adag, para compor uma dupla na agência. O que são as coincidên…digo, sincronicidades. Ali conheci e aprendi muito do que sei com quatro figuras impagáveis. Pira, Jeferson, Eurico e Plinio.

Entre outra contas, me tocou atender a Caixa. Consequentemente, ia pra Brasília algumas vezes apresentar as campanhas. Numa dessas, com o Pira, terminamos a apresentação e pegamos o elevador pra descer. Foi aí que eu conheci o melhor lado do Pira. O Pira brincalhão, o Pira moleque. Um Pira, que talvez só os netos dele tenham conhecido a fundo, porque é preciso ser criança para compartilhar esse lado. Não, com filho não, tem de ser com neto, porque com filho a gente precisa manter a autoridade.

Naquela época – até quando durou não sei – o Pira colecionava crachás. Tinha uma parede cheia atrás da mesa dele. Crachás mesmo, desses de empresa, que a gente usa pra entrar e sair. Um pouco antes de chegar na portaria, ele me chamou e sussurrou: “Olha, eu preciso que você me ajude a levar um destes crachás. Você sai sozinho e tenta dar uma enrolada no porteiro, sei lá, inventa alguma coisa. Se você conseguir, me faz um sinal depois de passar a catraca que aí eu devolvo o meu. Caso contrário, eu vou tentar sair com o meu.”

Fiquei na Adag cerca de dois anos, antes de ir pra FCB. Depois só nos encontramos socialmente. Pena, queria ter desfrutado mais do Pira. Ainda bem que estou de volta, e ele deixou o Celso com a gente.

José M. Cascão

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