No inicio do mês de outubro, o Google começou a liberar convites para a sua nova ferramenta: o Google Wave.
Mas para que ele serve? Bem, o Google apresentou o Wave como “o e-mail, caso ele fosse inventado hoje”. Ele integra entre algumas de suas funções o Google Talk (comunicador instantâneo), Grupos (listas de discussão) e Docs (editor de documentos) tendo como objetivo principal tornar o trabalho em equipe mais ágil e prático possível.
No Wave, ao em vez de copiar destinatários na mesma mensagem, a ideia é adicionar cada um deles no mesmo fluxo de dados, ou na mesma “onda”. A praticidade está no fato de que, pra cada recipiente copiado, o servidor de e-mail precisaria criar uma nova mensagem individual – enquanto no Wave, o conteúdo é único e editável por todos. Isso gera um um texto exibido sempre da mesma forma para todo mundo e elimina problemas como pessoas diferentes editando o texto ao mesmo tempo, anexos que precisam ser reencaminhados o tempo todo e destinatários copiados no meio da conversa que precisam se achar em um universo de informações prévias.
Quanto mais pessoas tiverem acesso ao Google Wave, mais valioso se tornará o serviço. Por isso, mais convites devem ser liberados em breve.
O conceito do Wave, por ser algo totalmente novo pode demorar para ser absorvido pela grande massa de usuários mas acredite, é questão de tempo!
As campanhas publicitárias com ‘gente de verdade’ não começaram a veicular ontem. Já somos familiarizados com esse tipo de comunicação a um bom tempo. Agora … vocês repararam como o número de campanhas que usam desse recurso tem aumentado nos últimos tempos? Dove, Natura, Banco Real, Banco do Brasil, Hellman’s, Activia …
Com a explosão dos reality shows e dos vídeos caseiros de ‘gente de verdade’ com milhões de acessos em um só dia no Youtube, o consumidor pode entender que ele próprio é conteúdo e, em alguns casos, um conteúdo tão ou mais interessante do que vários programas exibidos nas emissoras de TV aberta, por exemplo.
Exemplos não faltam:
- A estudante de moda Mariana de Souza Alves Lima, a Mary Moon, que criou um Fotolog em 2003, já foi chamada de “musa da internet” e hoje empresária e VJ da MTV.
Foto: captada do Flickr de Caeles.
- Andy Sandberg, jovem americano que fazia short films com seus amigos por diversão. Ele foi encontrado por caso por um canal alternativo de televisão, depois por um site, que começaram a exibir seus filmes como conteúdo e o levaram sua carreira atual no programa Saturday Night Live e em algumas comédias hollywoodianas.
Dois dos seus mais famosos vídeos no SNL:
Lazy Sunday
Saturday Night Live – Dick In A Box
As pessoas querem se ver nas campanhas publicitárias, nos programas de TV, nos sites de internet, querem participar dos flash mobs, querem pertencer e interagir. Para tomar uma decisão de vida, realizar uma mudança de comportamento ou definir uma compra é fundamental saber as opiniões dos seus ‘peers’. Uma mulher pode ler sobre um novo produto de beleza em um jornal ou uma revista, mas impreterivelmente consultará sua mãe, suas irmãs, suas amigas ou colegas de trabalho e, possivelmente, ainda lerá opiniões em vários blogs escritos por ‘gente de verdade’.
Lendo e vendo vários conteúdos sobre esse assunto, pergunto:
“Alguém conhece essa ‘gente de verdade’ dos comerciais?
Você que criou e defendeu a estratégia, conhece?
Você que fez o briefing e aprovou a campanha, conhece?
Você que criou e produziu a campanha, conhece?
Você que recebeu, aprovou e apostou nessa linha de comunicação, conhece?”
O número de empresas, marcas e/ou campanhas que usam essa estratégia de comunicação é muito maior do que o número de empresas, marcas e agências pesquisando e entendendo a fundo quem são essas ‘gentes de verdade’.
Que tal usar parte da verba dessa ação para conhecer essas pessoas?
Que tal fazer uma pesquisa que realmente mostre quem elas são? Fora de uma sala de espelhos e beeeem longe de um questionário em papel ou palm top?
Que tal buscá-las na internet e trocar opiniões com elas? Passar um tempo em suas casas, tomar um chop com seus amigos, ir as compras com suas mães?
Que tal parar de ler sobre essas pessoas e viver um pouco da vida delas?
Só ‘gente de verdade’ pode entender ‘gente de verdade’.
Luana Zolet/ADAG INSIDE
P.s.: Nós fazemos essas pesquisas na ADAG. Se quiser fazer pesquisa com a gente … pergunte-me como postando um comentário ou me enviando um e-mail para luana.zolet@adag.com.br hahahahaha
Quando ouvi dizer sobre a democratização da moda logo me veio o nome de Amancio Ortega “homem que não abriu portas, mas também não fechou janelas”, minha admiração aumentou quando li o primeiro livro de investigação sobre o império INDITEX, onde encontramos grandes marcas como Zara, a Pull&Bear, a Massimo Dutti, a Bershka, a Stradivarius, a Kiddy’s Class, a Oysho e a Zara Home, um universo que em finais de 2005, conta com mais de 2.690 lojas abertas em 60 países. Se você quiser saber um pouco mais e descobrir quando o “não” não existe , recomendo a leitura do livro “De Zero a Zara” – Xavier Blanco e Jesús Salgado e descubram a fascinante história do homem que veste meio mundo e ambiciona vestir o outro meio.
O Hypescience sempre me traz umas curiosidades muito legais do mundo da ciência e tecnologia, mas nunca achei que pudesse ver algo tão bizarro e ao mesmo tempo interessante, historicamente falando.
Drogas pesadas como cocaína, morfina e heroína já foram legalmente distribuídas pela indústria farmacêutica. Disso a gente já sabia, mas, como não poderia deixar de ser, tinham material publicitário para divulgação de seus milagres curativos, seja em sua rotulagem, panfletos ou brindes promocionais. O pessoal chapava o côco achando que tava tomando um “remedin”. E fica a pergunta: será por isso que os grandes gênios da humanidade conseguiram inventar e reinventar coisas? Mozart, criança prodígio, deve ter tomado muito ópio. E Einstein???? rs rs
Confiram abaixo as propagandas de época mais sem noção (literalmente) da história:
1890 e 1910 > A heroína em vidro da Bayer: era usada como substituta da morfina e remédio contra a tosse para CRIANCINHAS inocentes.
1885 > Drops de cocaína para dor de dente. Cura instantânea: promessa de acalmar a dor e melhorar o humor. rs
Vidrinho de Ópio: Espasmos e asma não eram páreo para o Vapor-Ol Treatment n 6. O líquido era colocado em uma panela e aquecido por um lampião de querosene.
Panfletinho Glyco-Heroin-(Smith): eficaz como analgésico, no combate à asma, tosse e pneumonia.
Peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha): fabricante orgulhoso de ser líder de mercado de cocaína.
1900 > Tabletes de cocaína: indispensáveis para cantores, professores e oradores. Por que? Até hoje os cantores (muitos deles) se valem desse benefício. A promessa era aquietar a garganta e animar os a galera, com a promessa de que seus consumidores chegassem ao auge de suas performances.
Vinho de coca feito pela Maltine Manufacturing Company de Nova York: até criança poderia tomar a bagaça.
1965 > Vinho Mariani: principal vinho de coca da época. O Papa Leão XIII carregava um frasco consigo e premiou o seu criador com uma medalha de ouro (clero viciado! rs).
Vinho de coca da Metcalf: todos afirmavam seus efeitos medicinais, mas era consumido mesmo pra chapar o côco e fazer gluglu.
Ópio para bebês recém-nascidos: para acalmar os inocentes inquietos, era a indicação farmacêutica (credo!). Frasco paregórico da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool indicada para crianças da seguinte forma: 5 dias – 3 gotas; 2 semanas – 8 gotas; 5 anos – 25 gotas. adultos – 1 colher cheia.
A designer belga Liesbeth Bussche invadiu as ruas de Tielrode (Bélgica) com brincos gigantes e outras peças bem curiosas para promover a exposição de jóias na Galeria Sofie Lachaert de uma maneira bem inusitada.
Está rolando na galeria Espasso, em NYC uma exposição de designers brasileiros. O vídeo abaixo, mostra o simpático Sérgio Rodrigues falando de suas inspirações e criações.
Ele defende que alguns anos da aposentadoria devem ser diluídos nos anos de trabalho – os ’sabáticos’ de tempos em tempos podem trazer resultados muito positivos que ele apresenta com exemplos de projetos e insights.
A todo momento lemos artigos dizendo que com o crescente aumento das mídias “OUT OF HOME” a audiência da televisão está se fragmentando, será?
Darei como exemplo a TV digital via celular que está mudando o hábito de assistir televisão do brasileiro. A qualquer hora, em qualquer lugar podemos assistir TV, uma partida de futebol, a novela, o jornal … para se ter uma idéia do potencial dessa mídia, uma Pesquisa do TNS InterScience, revela que telefone celular com TV é o sonho de 70% da classe média brasileira.
No Brasil sintonizar sinal digital de TV é gratuito, podemos assistir canais abertos sem pagar absolutamente nada. Eu tenho um celular com TV digital, quando estou indo para casa , fico parado uma hora no trânsito caótico de São Paulo, nesse momento assisto o JORNAL NACIONAL me perguntando, a audiência de TV está fragmentada ou está aumentando o número de TVs ligadas?
Antigamente o RÁDIO estava presente somente nas residências, quando foi inventado o transistor, possibilitando o rádio portátil, a audiência do meio não diminuiu, pelo contrário, houve um grande acréscimo de novos ouvintes. Portanto imagine a quantidade de pessoas além de mim que assistem ou assistirão programas de TV no celular, quando vão ou voltam do trabalho.
A palavra” fragmentação” está incorreta, o correto é dizer que a audiência da televisão esta sendo “potencializada” ou melhor, “ampliada” com o aumento da audiência antes inexistente.
ATÉ BREVE Marcos Martins
Fotografei o garoto aí de cima num teatrinho para crianças na Casa das Rosas. Ele surgiu de repente com essa carinha de Woody Allen mirim e, sem nenhuma cerimônia, cobrou uma foto. Fez pose, sorriu e sumiu.
Fiquei com a foto imperfeita e um pouco desfocada mas com uma ideia muito definida do que havia acontecido. Mais que uma foto para levar para casa, acredito que o garoto buscava era algo que me arrisco a chamar de PERTENCIMENTO.
Ao me ver fotografando outros meninos e meninas, o pequeno Woody (vamos chamá-lo assim) quis pertencer ao grupo especial dos fotografados. Quis, quem sabe, deixar de ser apenas alguém naquela multidão de crianças para experimentar algum tipo diferente de reconhecimento e se sentir incluído.
Esse tal de PERTENCIMENTO ficou em minha cabeça. Pouco tempo antes, já havia passado por ele em um texto acadêmico, sem dar muita importância. Mas foi mesmo a experiência com o pequeno Woody que definitivamente me mostrou o quanto nós, profissionais de criação, precisamos estar atentos a esse desejo natural das pessoas de “pertencer”, de fazer parte do que quer que seja. Da torcida por um time de futebol, do grupo de amigos da padaria, de uma rede social ou dos admiradores de uma determinada marca, só para citar alguns exemplos.
Ao pertencer, passamos a existir, somos percebidos, ganhamos relevância.
Precisamos, então, de um novo jeito de pensar e criar campanhas, anúncios, projetos promocionais, ações de internet, etc. Onde importam menos os conceitos requentados, os textos sem emoção ou as imagens apenas engraçadinhas. E ganham força aquelas ideias originais com o poder de se conectar ao coração das pessoas (“Woodys”) e torná-las incluídas e parte relevante de nosso discurso. Seja esse discurso uma campanha de governo, um lançamento para o público infantil, uma ação no mercado de moda, um ensaio de um fotógrafo amador ou qualquer outro.
Provavelmente eu nunca mais reencontre o pequeno Woody. Mas sua rápida passagem pelo meu caminho numa despretensiosa tarde de domingo foi inspiradora. Valeu, Woody.
A fiscalização da propaganda infantil está cada vez mais rigorosa e a
sociedade cada vez mais atenta para anunciantes que utilizam formas
apelativas para se comunicar com as crianças. Isso deve ser aproveitado e
utilizado em favor de todos: principalmente das crianças. Buscar formas
inteligentes, responsáveis e, ainda assim criativas, de orientar e educar
crianças e adolescentes por meio do advertainment, o tal edutainment, pode
ser inspirador para quem faz comunicação para o público infantil. Ganha a
sociedade, ganha a criança e ganha a nossa consciência. Vale dizer que
anunciar para crianças é uma tarefa e tanto: aqui também há uma semente
para o futuro. O que as crianças vêem e desejam faz parte de sua formação, não
podemos nos esquecer disso.
A Vila Sésamo, na década de 70, plantou o conceito de edutainment,
agregando conteúdo educativo e entretenimento, conciliando aprendizado com diversão.
Melhor, muito melhor, dizer às crianças “Experimente, aprenda e divirta-se!” ,
do que “Compre, compre, compre”. Você não acha?
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